Como mudar uma cultura empresarial?

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Quando os resultados não saem de acordo com o planejado e a empresa não apresenta desempenho satisfatório, pode ser o momento de reavaliar a cultura empresarial. A cultura de uma organização é formada por seus valores e crenças que refletem na forma como estabelece seus relacionamentos e tipos de gestão, bem como tudo aquilo que permeia o seu universo comportamental.

Como a cultura é algo enraizado, mudá-la pode ser um processo bastante difícil, porém não impossível. É como se livrar de hábitos de vida que nos acompanham há muito tempo, em que o passo mais complicado está justamente em enxergar os erros e se abrir para as mudanças.

O processo de se desligar de valores e comportamentos para o estabelecimento de uma nova cultura é bastante delicado e precisa do suporte de alguém que consiga enxergar a situação como observador externo. Nesse sentido, os profissionais de Coaching têm muito a oferecer, uma vez que possuem formação específica para avaliar, diagnosticar e apresentar soluções no campo da cultura empresarial.

Para efetivar o processo de mudança, é necessário compreender que a cultura se mantém viva por meio de regras e regulamentos tangíveis e mitos e histórias intangíveis. Por isso, a sua alteração envolve conceitos humanos profundos, capazes de produzir reações emocionais que podem desmotivar os funcionários. Os profissionais do Coaching estão preparados para evitar esse tipo de situação, porque suas estratégias estão sempre focadas na preservação do bem-estar dos colaboradores.

Nessa perspectiva, a mudança ocorre por meio da elaboração de um novo contexto em que as pessoas tenham as atitudes e comportamentos esperados para garantir os resultados necessários. O capital humano deve ser valorizado e a forma como serão impactados por cada processo da reestruturação previamente identificados, de modo a obter uma estratégia que evite um quadro de desmotivação em massa.

Os colaboradores precisam compreender e estarem devidamente informados sobre os objetivos da reestruturação. Esse processo envolve incentivos intagíveis para que as pessoas se identifiquem com os objetivos da empresa. A alteração de estruturas e sistemas formais, como bônus financeiros e outros benefícios, podem até ajudar a alterar comportamentos, mas não são capazes, isoladamente, de promover os objetivos desejados. Somente a conscientização dos funcionários sobre os benefícios a serem verificados a partir da alteração de valores e crenças que os deixará aptos efetivamente para assumir esse compromisso.

Valorização do capital humano é essencial na alteração da cultura empresarial

Como você deve ter percebido, mudar a cultura empresarial é um procedimento que exige principalmente o comprometimento do capital humano da empresa. Quando é bem-sucedido, tem como resultado colaboradores que querem promover as mudanças e não que são obrigados a seguir determinados comportamentos e atitudes em detrimento daqueles que estavam acostumados, sem nem ao menos entender o porquê disso.

Ao mudar a cultura empresarial, é necessário considerar os impactos cognitivos, ou seja, proporcionar entendimento adequado aos colaboradores sobre a reestruturação proposta, e investir em ações que promovam a motivação dos funcionários, de modo que eles queiram participar desse processo.

Para estabelecer essa conscientização, somente a realização de palestras explicativas, em que sejam detalhadas as necessidades e objetivos da reestruturação, não será suficiente. Esses eventos devem ser um complemento a atividades que levem as pessoas a experimentar as situações para que entendam na prática por que elas precisam ser modificadas.

Além disso, a inovação deve começar a fazer parte do expediente de trabalho, de forma que os colaboradores sintam-se confiantes em relação às novidades que estão sendo implantadas. Proporcionar horários mais flexíveis, investir em espaços de descanso, entre outras ações do tipo são algumas formas de implantar esse sentimento na empresa.

Análise da política institucional para realizar as mudanças necessárias

Apesar de termos começado abordando a importância da valorização do capital humano para a mudança da cultura empresarial, essa é apenas uma etapa do processo dessa reestruturação. Para que ela e outras sejam possíveis, será necessário fazer uma análise detalhada da política institucional atual. Para isso, é necessário responder a três questões básicas:

Qual é o problema?

A cultura de uma empresa sempre é disseminada dos altos escalões para os baixos. Portanto, o problema pode estar na liderança. Líderes que não conseguem reconhecer suas falhas precisam ser substituídos, pois representam os maiores obstáculos para a mudança.

O que faz o problema persistir?

Maus líderes geralmente executam suas tarefas de maneira individualista e ocupam seus cargos de maneira autoritária e impositiva. Portanto, ou esse comportamento é melhorado, ou muda-se o líder (que, nesse caso, nem mereceria receber tal título).

Como resolver?

Substituir um líder ou transformar seu comportamento não são tarefas simples. É aí que entra o papel de profissionais Coaches.

A empresa também deve avaliar suas posturas, garantindo que se mantenham sempre atuais e de acordo com as exigências do mercado. Hoje, por exemplo, é muito importante que as organizações tenham compromisso com o meio ambiente, e qualquer agressão à natureza — além de ser crime — compromete a relação com o consumidor.

Procure verificar quais comportamentos devem ser estimulados no ambiente de trabalho para que a empresa alcance os resultados almejados. Para isso, deve ser avaliada a estrutura pessoal de cada equipe, identificando os pontos fortes dos funcionários que as compõem. Essa análise deverá ser realizada com a ajuda dos líderes diretos, de modo que eles possam promover uma reestruturação em cada área, usufruindo melhor dos talentos dos colaboradores em prol dos objetivos da companhia.

O treinamento com coaching é a melhor maneira de diagnosticar todos os comportamentos obsoletos ou inadequados, realinhando a empresa de modo que ela melhore seu desempenho nos aspectos financeiros e humanos, qualitativos e quantitativos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Coaching.